O que é a síndrome da bexiga dolorosa / cistite intersticial?
A definição mais aceita é aquela preconizada pela Associação Americana de Urologia (AUA) e pela Sociedade de Urodinâmica e Urologia Feminina (SUFU): sensação desagradável (dor, pressão, desconforto) referida como relacionada à bexiga, associada com sintomas do trato urinário inferior há mais de 6 semanas, na ausência de infecções ou outras causas identificáveis. Os sintomas do trato urinário inferior mais comuns são: aumento da frequência urinária durante o dia e a noite, além de urgência miccional. Quanto a dor, ela habitualmente se localizada na porção mais baixa do abdome, região supra púbica, e comumente piora com enchimento da bexiga.

Como diagnosticar a síndrome da bexiga dolorosa / cistite intersticial?
O diagnóstico é clinico, ou seja, é baseado nas informações obtidas durante a consulta e com exame físico. Deve-se suspeitar dessa condição sempre que houver dor pélvica crônica, diagnóstico clínico sem confirmação pela urocultura de infecções de urina recorrente ou bexiga de comportamento hiperativo (veja o tópico Bexiga Hiperativa aqui no site) sem melhora com tratamento adequado.
Os exames laboratoriais (sangue e urina), exames de imagem (ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética) bem como o estudo urodinâmico e o diário miccional auxiliam no diagnóstico principalmente para afastar outras patologias que poderiam simular os sintomas da síndrome da bexiga dolorosa.

Como tratar?
O tratamento é multimodal com preferência a medidas menos invasivas inicialmente. O entendimento sobre o que é a bexiga dolorosa é parte importante para alinhar os objetivos do tratamento. Medidas gerais são recomendadas como a mudanças nos hábitos de vida que agravam ou amenizam os sintomas e restrição a determinados alimentos que habitualmente podem estar relacionados a piora dos sintomas. Quanto a medicação oral, existem várias drogas que podem ser utilizadas de acordo com as características dos sintomas, entre elas os analgésicos, opióides, anticolinérgicos, antidepressivos, entre outros.
Nos casos refratários pode ser necessário tratamentos mais invasivos como a instilação de medicamentos intravesicais, cistiscopia com hidrodistensão da bexiga e a Neuromodulação Sacral (também conhecido como marcapasso vesical). A equipe de médicos da clínica Uromédica está qualificada para oferecer aos seus pacientes todas as etapas do tratamento incluindo o implante do Neuromodulador Sacral.

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